

É um antigo sonho daqueles que tem compromisso com a redução da mortalidade materna, criar-se uma vigilância sanitária e monitoramento sobre a qualidade do Pré-Natal e da assistência ao Parto e Nascimento no país, entretanto, a ideia de cadastro compulsório de gestantes é uma antiga propositura de grupos conservadores "Anti-Choice", que de tempos em tempos surgem em alguns locais da América Latina com o objetivo de monitorar e inibir as mulheres a usufruir de sua autonomia reprodutiva.
A comissão de juristas que trabalha na proposta da reforma do Código Penal realizou, nesta sexta-feira (10), a primeira reunião do ano. Foram apresentados resultados de discussões realizadas pelos três grupos responsáveis pelas sugestões de modificações ao código (Decreto-Lei 2.848/1940).
Depois do festival de hipocrisia que foi a última campanha presidencial, com os principais candidatos se esforçando para posar de coroinhas, é quase um bálsamo ver uma autoridade pública assumindo claramente posição pró-aborto, como o fez a nova ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci. E, como ela própria defende que a questão seja debatida, dou hoje minha modesta contribuição.
Mal assumiu o cargo e a nova ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Eleonora Menicucci, já foi colocada entre a cruz e a espada. De um lado, a gritaria de parte da opinião pública, representada sobretudo pela bancada religiosa do Congresso, que há anos trava a discussão sobre a descriminalização do aborto no País. (LEIA MAIS)
"Espanta-me a facilidade com que alguns clérigos e bispos afirmam poder distinguir com clareza as forças que geram vida e as que geram morte. Discorrem como se estivessem num campo de certezas. Nem percebem que o próprio uso dessas duas palavras, principalmente nos seus discursos acalorados sobre a importância de escolhermos a vida, conduz quase necessariamente a defender armadilhas de morte e provocar formas sutis de violência. O que é vida? O que é morte?"
Jurema Werneck: “Na reunião de 25 de janeiro do Conselho Nacional de Saúde (CNS), apenas dois segmentos se mostraram favoráveis à MP 557 como estava, incluindo o nascituro: o próprio governo e a CNBB”
Por 10 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (9) que, a partir de agora, o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica contra a mulher, mesmo que a mulher não apresente queixa contra quem a agrediu.
Para representantes de entidades ligadas às causas feministas, escolha de Eleonora Menicucci de Oliveira para Secretaria de Políticas para as Mulheres foi bola dentro da Dilma Rousseff. Apesar de a presidenta ter ficado na defensiva sobre aborto durante eleição de 2010, militantes ainda têm esperança de que debate será aberto no país.
Para marcar o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Anistia Internacional (AI) lançou um dado assustador: a cada quatro minutos, uma menina tem o clitóris e, em alguns casos, os lábios vaginais, retirados como parte de ritual religioso ou pressão social. De acordo com a ONG, a mutilação ainda acontece em 28 países.
Eleonora Menicucci de Oliveira, nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, cultiva a imagem de pesquisadora feminista com visão política independente, uma vez que é filiada ao Partido dos Trabalhadores, mas não participa do dia-a-dia do partido.
"É com esperança que recebi a notícia de que a professora Eleonora Menicucci assume como ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, não apenas por conta de sua trajetória como militante política durante os anos de chumbo e como respeitada acadêmica, mas também por sua forte atuação no movimento feminista."
Atenção, jovens do Brasil, às incrições para o Edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais, que vai conceder 500 prêmios, no valor bruto de R$ 9 mil cada, a iniciativas culturais já realizadas e concluídas, propostas por jovens agentes culturais de todo o país. Inscrições prorrogadas até dia 29 de fevereiro de 2012.
Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.
Entenda por que a Medida Provisória 557, de 26 de dezembro de 2011, que instituiu o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna é inconstitucional, viola os direitos das mulheres, invade a nossa privacidade e não resolve o problema da mortalidade materna.
Edital 2012 para seleção de projetos - Fundo Brasileiro de Direitos Humanos - Combate à violência institucional e à discriminação.
Existem duas situações em que o aborto não é considerado crime em nosso país: Risco de vida para a mulher e estupro. Os serviços de saúde municipais oferecem: Atendimento nos casos permitidos por lei para o aborto legal; Acompanhamento clínico, psicológico e social durante e depois da interrupção da gravidez ou, se for o caso, durante o pré-natal (LEIA MAIS)
O argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a disseminação da prática foi contestado em um estudo publicado na revista médica The Lancet divulgado nesta semana. Comparando dados de 1995 a 2008, a pesquisa elaborada pelo instituto Guttmacher mostra que as mais altas taxas de abortos estão justamente em regiões com legislação restritiva.
por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro
E o debate em torno da MP 557 continua. Dias atrás publiquei no Maria Frô uma síntese do debate entre feministas e Alexandre Padilha, logo após a publicação da MP 557: O debate entre ativistas e o Ministro Alexandre Padilha em torno da medida provisória 557/2011
Editorial
Gerar vida e gerar morte (13/2/2012) Espanta-me a facilidade com que alguns clérigos e bispos afirmam poder distinguir com clareza as forças que geram vida e as que geram morte. |
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Católicas pelo Direito de Decidir (CDD-Br)Católicas pelo Direito de Decidir, fundada no Brasil em 8 de março de 1993, é uma organização não governamental feminista. Busca a justiça social, o diálogo inter-religioso e a mudança dos padrões culturais e religiosos que cerceiam a autonomia e a liberdade das mulheres, especialmente no exercÃcio da sexualidade e da reprodução. |